Sexta, 17 de Novembro de 2017

Aconteceu

Estudo aponta municípios de Minas Gerais que mais regeneraram a Mata Atlântica

Entre 1985 e 2015, mais de 59 mil hectares foram recuperados no Estado

Entre 1985 e 2015, mais de 59 mil hectares foram recuperados no Estado

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram hoje uma avaliação detalhada sobre a regeneração da Mata Atlântica no estado de Minas Gerais. O “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, que monitora a distribuição espacial do bioma, identificou a regeneração de 59.850 hectares (ha), ou o equivalente a 598,5 km2, entre 1985 e 2015. A área corresponde a aproximadamente o tamanho da cidade de Monte Santo de Minas.

Segundo os dados do Atlas, Águas Vermelhas foi o município que apresentou mais áreas regeneradas no período avaliado, num total de 3.666 ha, seguido da cidade de Teófilo Otoni (2.017 ha), Novo Oriente de Minas (1.988 ha), Berizal (1.902 ha) e Curral de Dentro (1.395 ha). 

O estudo analisa principalmente a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Tal processo se deve tanto a causas naturais quanto induzidas por meio do plantio de mudas de árvores nativas. Águas Vermelhas e Teófilo Otoni figuram na lista dos municípios que mais perderam cobertura florestal nativa. Já Jequitinhonha, que está no topo do destamento em Minas Gerais, recuperou apenas 507 hectares.

A Mata Atlântica cobria originalmente 47% da área de Minas Gerais, ou seja, um pouco mais de 27,6 milhões de hectares. Hoje, restam apenas 2.841.728 milhões hectares do bioma – 10,3% desse total. De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais, nos últimos 30 anos foram desmatados 362.525 mil hectares de Mata Atlântica no estado. Dos 853 municípios mineiros, 725 têm ocorrência da Mata Atlântica. 

Minas Gerais conta com nove entre os 100 municípios que mais desmataram entre 1985 e 2015, de acordo com o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica. A área total desmatada por eles é de 52.249 mil hectares, ou cerca de 522 quilômetros quadrados, o equivalente a ao espaço de quase 35 aeroportos com o tamanho do Internacional de Belo Horizonte (Confins).

Bons ventos na Mata Atlântica

Nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, sete dos 17 estados da Mata Atlântica já apresentam nível de desmatamento zero. “Agora, o desafio é proteger o que resta e recuperar e restaurar as florestas nativas que perdemos. Embora o levantamento atual não assinale as causas da regeneração, ou seja, se ocorreu de forma natural ou se decorre de iniciativas de restauração florestal, é um bom indicativo de que estamos no caminho certo”, afirma Marcia.

Ao longo da história, a ONG foi responsável pelo plantio de 36 milhões de mudas de árvores nativas espalhadas pelo país, especialmente nas áreas de preservação permanente, no entorno de nascentes e margens de rios produtores de água.  A Fundação SOS Mata Atlântica também restaurou uma área em Itu, uma antiga fazenda de café, que hoje é destinada para atividades relacionadas à conservação dos recursos naturais, restauração florestal e educação ambiental.

“Durante o monitoramento, constatou-se a existência de outras áreas ocupadas por comunidades de porte florestal em diversos estágios intermediários de regeneração, áreas essas que devem ser mapeadas e divulgadas em futuros estudos”, esclare Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.

Este estudo foi realizado com o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan. A análise se baseia em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8. O Atlas utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para monitorar remanescentes florestais acima de 3 ha.

Conheça, a seguir, quais são os 10 munícipios e o espaço recuperado em cada um deles: 

UF

Município

Área Município (ha)

Área Município na Lei MA (ha)

% Município na Lei MA

Regeneração 1985 a 2015 (ha)

MG

Águas Vermelhas

125.928

125.928

100,0%

3.666

MG

Teófilo Otoni

324.227

324.227

100,0%

2.017

MG

Novo Oriente de Minas

75.515

75.515

100,0%

1.988

MG

Berizal

48.876

48.484

99,2%

1.902

MG

Curral de Dentro

56.826

46.457

81,8%

1.395

MG

Juvenília

106.470

69.666

65,4%

1.290

MG

Pedra Azul

159.465

159.465

100,0%

1.146

MG

Caraí

124.220

124.220

100,0%

1.011

MG

Crisólita

96.620

96.620

100,0%

967

MG

Ladainha

86.629

86.629

100,0%

948

 

Saiba mais

www.sosmataatlantica.org.br

www.inpe.br

http://www.revistaecologico.com.br/noticia.php?id=4629

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