Sexta, 17 de Novembro de 2017

Áreas de interesse do Prolenha

Fogões ecológicos

Ecofogón,  projeto de fogão ecologico desenvolvido por PROLEÑA com o apoio da USAID na Nicaragua, 1999Ainda que estamos no seculo XXI, quase a metade da humanidade ainda cozinha com tecnologias primitivas de cocção, como são os fogões abertos, tipo três pedras, que operam com combustíveis sólidos (lenha, carvão vegetal, residuos de biomassa, ou mesmo carvão mineral). No Mundo todo, são quase 2.4 bilhões de pessoas nos dias de hoje, e o que deve chegar a 2.7 bilhões até 2030. Estes fogões, além de serem de baixíssima eficiência energética, são também muito poluidores, seja do ambiente doméstico ou mesmo do ambiente externo. Fogões tradicionais têm usualmente eficiência de tão somente 8 a 12%, enquanto por exemplo fogões a biomassa mais modernos podem ter eficiência de 25 a 40%. Igualmente, a poluição de fogões tradicionais podem ser altíssimas, muito acima dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde para a exposição humana. Em fato, a poluição doméstica por fogões tradicionais com base em combustíveis sólidos, está entre as 10 maiores causas de mortalidade a nível mundial, e a quarta causa por fatores ambientais. São aproximadamente 2 milhões de mortes prematuras anualmente em todo o mundo, a maioria entre mulheres e crianças.

(A Proleña/Nicaragua com o seu objetivo de promover fogões ecológicos entre mulheres que dependiam de fogões a lenha para gerar renda familiar, desenvolveu o projeto Pro-tortilla com Ecofogones, com o qual ganhou o prêmio ASHDEN Award 2003 http://www.ashden.org/winners/prolena.  Este prêmio foi concedido a Proleña por ser o Ecofogón uma aplicação tecnológica inovadora de uso eficiente da energia renovável, com claros benefícios ambientais e sociais. O projeto Pro-Tortilla foi agraciado por ter tido um impacto imediato e mensurável na melhoria da qualidade de vida das pessoas beneficiadas, e por ter uma história de desenvolvimento e um compromisso de sustentabilidade financeira).

MiCocina, projeto de fogão ecologico desenvolvido por PROLEÑA com o apoio do Banco Mundial (ESMAP) na Nicaragua, 2001No Brasil são 9 milhões de famílias que utilizam fogões a biomassa, e segundo a OMS, 10 mil mortes ocorrem anualmente devido a poluição destes fogões, na sua maioria de tecnologia primitiva.

Consciente da necessidade, e opção seja econômica ou cultural de milhões de famílias brasileiras que utilizam a biomassa para cocção, a proposta da PROLENHA é promover tecnologias mais modernas de uso da biomassa. Existem hoje no mercado modelos de fogões a lenha e carvão mais modernos, que são bem mais eficientes e de queima mais limpa. Acreditamos que usar lenha ou carvão para cozinha não é uma má idéia, desde que seja feito com racionalidade, eficiência, segurança, e sustentabilidade.

Reposição florestal

Um dos três viveiros de reposição florestal criados na Nicarágua, com o apoio da Agência Brasileira de Cooperação Internacional (ABC), Ministério de Energia e Minas e Trees Water and PeopleA sustentabilidade no uso da bioenergia é fundamental nos dias de hoje. Para as milhares de indústrias e comercios que utilizam lenha e ou carvão para sua produção, existe hoje no Brasil um mecanismo inovador, prático, de baixo custo, e muito eficiente para alcançar a sustentabilidade. A reposição florestal é um mecanismo, ou metodologia, em que consumidores, induútrias e comerciais de lenha e carvão, contribuiem a um fundo de reposição florestal, numa proporção de aproximadamente R$ 1.00 por árvore. Para repor o consumo na natureza, é necessario reflorestar 12 árvores por cada metro cúbico de lenha consumido, 10 árvores por metro cúbico de carvão vegetal, ou 8 árvores por metro cúbico de madeira.

As empresas que decidam por aportar recursos à reposição florestal, podem fazê-lo repassando a uma Associação de Reposição Florestal (ARF) próxima a sua região. Um ARF nada mais é que uma empresa de reflorestamento sem fins de lucro, em que seus socios aportam capital, e esta produz plantas, as quais são doadas aos fazendeiros da região na qual estão instalados os consumidores.

Placa comemorativa dos 10 anos de reposição florestal na NicaráguaUma ARF é uma excelente iniciativa para consumidores, pois os recursos investidos são bem administrados por eles mesmos, e são investidos na propia região gerando riqueza, aumentando a oferta de madeira de qualidade e sustentavel, e de baixo custo de transporte. Uma ARF é tambem uma excelente proposta para os fazendeiros da região, pois recebem das ARF mudas de rápido crescimento e alta qualidade, a custo zero, além de assistência técnica e promessa de compra de parte dos consumidores. Os fazendeiros têm todo o direito sobre as árvores, uma vez crescidas, e podem optar por vender ou não, ou a quem queiram.

Desta forma se aumenta a oferta de madeira industrial e comercial na região, enquanto se evita o corte de florestas naturais, cujas funções ecológicas de proteção da fauna, flora, solos, e pasagismo têm um valor muito mais nobre, do que seu consumo para energia.

Bioeletricidade

Projeto de cogeração de eletricidade a partir de um Ecofogón em Nicaragua, em 2007, com o apoio de Clorado State University, e Winrock International.A biomassa é considerada uma fonte energética renovável e de custo relativamente baixo. Existem muitas possibilidades de se utilizar a biomassa para geração de energia elétrica, seja pela combustão direta de biomassa plantada específicamente para este fim, como por exemplo madeira ou capim elefante, ou o mais comum é o aproveitamento de resíduos de biomassa, como serragem, bagaço de cana, resíduos da floresta, biogás, e ate mesmo gases da pirolisis da madeira.

No Brasil e em outros países tropicais, aonde a produção e utilização da biomassa é abundante, existem muitas oportunidades para gerar ou mesmo cogerar energia elétrica. PROLENHA acredita que este potencial deve ser explorado, como forma de redução da dependência de combustíveis fosseis, eficiência energética, aproveitamento econômico e valorização da biomassa.

 

Carvão Vegetal

Introdução de fornos mais eficientes de carvão na Nicarágua 2008O carvão vegetal é um dos combustíveis mais antigos e ainda usados pela humanidade, seja principalmente para cocção, como é o caso típico da África Sub-Saariana, e norte e nordeste do Brasil, e também para uso industrial como termo-redutor em fornos siderúrgicos, principalmente no nosso País.

A demanda de carvão vegetal vai em aumento a nível global, seja pela crescente demanda na África, que deverá dobrar seu consumo até o ano 2030, e até mesmo no Brasil com a progressiva demanda industrial pelo rápido crescimento da economia e também pela procura por combustíveis mais limpos, em substituição ao carvão mineral.

Entretanto, a produção de carvão vegetal, se não realizada com critérios técnicos bem eficientes e sustentados, pode ocasionar desmatamento, poluição e ineficiência. Além do mais, frequentemente a produção de carvão está associada à condições sociais de miséria humana. Estas situações devem ser rejeitadas pela sociedade.

Introdução de fornos tipo container na Nicarágua, 2001PROLENHA acredita entretanto que o carvão vegetal é um combustível importante e estratégico para muitos países, e que existem hoje tecnologias de produção e uso eficientes, limpas e sustentadas. Acredita também que as condições sócio-econômicas dos trabalhadores devem ser respeitadas e valorizadas.

Dentre os objetivo de PROLENHA, está a promoção do carvão vegetal como um combustível renovável, e que contribui para o desenvolvimento sócio-economico dos seus produtores e consumidores.

 

Biocombustíveis sociais

Gerador de 40 KW operado com etanol de microdestilaria, na Universidade Federal de ViçosaA Prolenha acredita que a produção dos biocombustíveis para outros usos produtivos e sociais (que não seja o transporte como prioritário), é uma boa estratégia para aumentar o acesso a energias limpas, para milhões de famílias urbanas e rurais, principalmente nos países em desenvolvimento.

Alternativas como a produção de etanol em microdestilarias, a produção de biogás através de biodigestores e o acesso a tecnologias simples de aquecimento ou iluminação solar podem ser facilmente empregadas no meio rural brasileiro, por famílias ou grupo de produtores rurais, e contribuir para promover a melhoria da qualidade de vida, inclusão social, e desenvolvimento econômico, participando também da economia dos biocombustíveis, principalmente no Brasil.

Microdestilaria de etanol de 200 litros por dia. Projeto da Universidade Federal de ViçosaEspecialmente no caso do Etanol, a Prolenha, está comprometida com a disseminação do conceito das MDE – Microdestilarias de Etanol, pois é uma atividade que pode facilmente ser realizada por produtores rurais, com a utilização dos resíduos e sub-produtos na propriedade, sem oferecer dados ao meio ambiente, e em complementariedade a outras atividades produtivas da propriedade. O mais importante é que as famílias podem usar o etanol, seja nas propriedades em máquinas agrícolas ou de geração de energia elétrica, em fogões para cocção ou mesmo lampiões para iluminação, e até mesmo em seus veículos. Esse conceito já está sendo difundido em países da África, principalmente para promover o acesso a energia limpa para cocção, além de oferecer trabalho e renda para os grupos envolvidos.

Fogões a EtanolNo Brasil, atualmente a Prolenha está envolvida na regulamentação do PROMALC – Programa Mineiro do Álcool, do Leite e da Cachaça, o qual tem como objetivo facilitar a produção e comercialização do etanol produzido em microdestilarias no Estado de Minas Gerais.

© 2011-2013 Prolenha

 

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